segunda-feira, 17 de outubro de 2011

15ª Feira Camponesa

Nesta Próxima quarta, com mais uma edição e com todas as edições passadas essa já é a 15ª Edição da Feira Camponesa, que é uma realização da CPT - AL (Comissão Pastoral da Terra), com o apoio do Governo do Estado, Banco do Nordeste e Misereor, uma obra episcopal da Igreja Católica da Alemanha para a cooperação ao desenvolvimento.

Feira Camponesa já faz parte do Caléndario dos Maceioense, Com mais de Aproximadamente 100 variedades de produtos são comercializadas neste evento.

Serão comercializadas mais de 200 Toneladas de alimentos produzidos em acampamentos e assentamentos alagoanos. E para a abertura do evento que acontecerá às 08:00 horas, Juntamente com o Cafe Camponês, que também é a tradição da Feira Camponesa, foram convidados autoridades, sindicalistas e outros parceiros da luta pela reforma agrária.

Nesta Edição a Feira Camponesa terá 115 barracas, com vendas de alimentos sem agrotóxicos e animais.

Além das atrações culturais que todos os anos tem, como bandas, mais uma vez a feira também terá Casa de Farinha, restaurante camponês, exibição de filme e apresentações.
Na casa de Farinha, o publico  poderá adquirir  farinha quentinha feita na hora na Casa de Farinha, já no restaurante Camponês os comidas são o que vão dá distaque ao Cardapio com: buchada, galinha velha, carne de sol, macaxeira e bode, são umas das comidas típicas do campo.

Para a organização, a feira trás a viabilidade de uma verdadeira reforma agrária.
Heloísa Amaral, Engenheira Agrônoma da CPT - AL (Comissão Pastoral da Terra), agricultores e familiares oriundos de todo o Estado vão apresentar a população o resultado do trabalho desenvolvido diariamente nos acampamentos e assentamentos. “Pessoas de todas as regiões estão vindo trazer sua produção para comercializar na feira. Na última vez que fizemos a contagem foram 96 variedades de produtos”, disse.

 O evento acontece até sábado, 22, das 6h às 23h, na Praça da Faculdade, no bairro do Prado, em Maceió.

DIÁRIO ALAGOANO COM A COBERTURA COMPLETA DA 15ª FEIRA CAMPONESA.

domingo, 16 de outubro de 2011

Campeão, Vettel supera Hamilton e chega à 10ª vitória no ano

Campeão antecipado da atual temporada da Fórmula 1 desde a semana passada, Sebastian Vettel venceu, na madrugada deste domingo, o Grande Prêmio da Coreia do Sul, disputado em Yeongnam, e chegou à 10ª vitória em 16 corridas na temporada.
O triunfo do alemão concede à Red Bull o bicampeonato do Mundial de Construtores da Fórmula 1. Com 558 pontos, O time possui 140 a mais do que a segunda colocada McLaren, que tem 418, e não pode ser alcançada por nenhuma outra escuderia.
Para ganhar a corrida, Vettel, que largou na segunda colocação, superou Lewis Hamilton, da McLaren, logo na primeira volta e não perdeu mais a liderança da prova desde então.
Pole position, o inglês cruzou a linha de chegada na segunda colocação, seguido pelo australiano Mark Webber, companheiro do vencedor na escuderia austríaca, que completou o pódio na Coreia.
Jenson Button, da McLaren, foi o quarto, a frente de Fernando Alonso e Felipe Massa, da Ferrari, quinto e sexto colocados, respectivamente. O brasileiro, que largou uma posição na frente de seu companheiro de equipe e manteve a posição durante grande parte da corrida, acabou prejudicado pela equipe na troca de pneus e perdeu a posição para o espanhol.
Jaime Alguersuari, da Toro Rosso, Nico Rosberg, da Mercedes, Sebastian Buemi, também da Toro Rosso, e Paul Di Resta, da Force India, completaram os dez primeiros.
Após má largada, na qual perdeu quatro posições e caiu para 19º, Bruno Senna, da Lotus Renault, conseguiu a recuperação dentro do GP e ficou em 13º, exatamente uma posição atrás de Rubens Barrichello, da Williams, que havia largado em 18º.
Na volta 17, o russo Vitaly Petrov, da Lotus Renault, protagonizou o único acidente do circuito, ao bater com força na traseira de Michael Schumacher, da Mercedes, obrigando o Safety Car a rodar pela pista durante quatro voltas para a retirada dos pedaços de carros.
Confira o resultado do Grande Prêmio da Coreia do Sul:
1: Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 1h30min01s994
2: Lewis Hamilton (ING/McLaren) + 12s019
3: Mark Webber (AUS/Red Bull) + 12s477
4: Jenson Button (ING/McLaren) + 14s694
5: Fernando Alonso (ESP/Ferrari) + 15s689
6: Felipe Massa (BRA/Ferrari) + 25s133
7: Nico Rosberg (ALE/Mercedes) + 49s538
8: Jaime Alguersuari (ESP/Toro Rosso) + 54s053
9: Sebastién Buemi (SUI/Toro Rosso) + 1min02s762
10: Paul di Resta (ESC/Force India) + 1min08s602
11: Adrian Sutil (ALE/Force India) + 1min11s229
12: Rubens Barrichello (BRA/Williams) + 1min33s068
13: Bruno Senna (BRA/Lotus Renault) + 1 volta
14: Heikki Kovalainen (FIN/Team Lotus) + 1 volta
15: Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) + 1 volta
16: Sergio Pérez (MEX/Sauber) + 1 volta
17: Jarno Trulli (ITA/Team Lotus) + 1 volta
18: Timo Glock (ALE/Virgin) + 1 volta
19: Daniel Ricciardo (AUS/Hispania) + 1 volta
20: Jerome D'Ambrosio (BEL/Virgin) + 1 volta
21: Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania) + 3 voltas
Não completaram:
Pastor Maldonado (VEN/Williams)
Vitaly Petrov (RUS/Lotus Renault)
Michael Schumacher (ALE/Mercedes)

Fonte: Terra

Trichet diz que euro não está ameaçado, mas pede vigilância


O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, rejeitou neste domingo a ideia de que o euro esteja "ameaçado", mas afirmou que os europeus devem ser "extremamente vigilantes" em relação às finanças públicas.


"Não acredito absolutamente que a Zona Euro esteja ameaçada e menos ainda que o euro o esteja como moeda", declarou Trichet à rádio francesa Europe 1. Por sua vez, insistiu que "todos os países (da zona), sem exceção, devem ser extrmamente vigilantes, todos os países, sem exceção, devem ser muito prudentes".


"É preciso vigiar as políticas orçamentárias", ressaltou Trichet, um dia após uma reunião de ministros das Finanças do G20 em Paris.

Fonte: AFP

Apostador do Piauí leva prêmio de R$ 45 milhões da Mega-Sena

Um único apostador, de Teresina (PI), acertou as seis dezenas sorteadas na noite deste sábado (15) pela Mega-Sena e levou, sozinho, uma bolada de R$ 45,3 milhões.
As seis dezenas que saíram são: 10 – 23 – 27 – 43 – 53 – 59. O sorteio, válido pelo concurso 1.328 da loteria, foi realizado em Chapecó (SC).

Outros 213 sortudos fizeram a quina (cinco números) e vão levar, cada um, R$ 16.945,58. Mais 14.179 apostadores acertaram quatro dezenas (quadra). Neste caso, o pagamento individual será de R$ 363,65.

O próximo sorteio, do concurso 1.329, será realizado na quarta-feira (19) e poderá pagar o prêmio de R$ 2 milhões.

As apostas devem ser feitas até as 19h do dia do sorteio e custam a partir de R$ 2.

De acordo com a Caixa, as dezenas mais sorteadas na Mega-Sena são 05, 41, 33, 04, 17 e 51. Já os números que menos saem são 26, 22, 46, 09, 45 e 39.

Fonte: R7

sábado, 15 de outubro de 2011

Filé alagoano já emprega metade dos artesãos do Estado e terá selo de origem

 A variedade de cores e tons, a diversidade de pontos em uma mesma peça e o acabamento impecável através do trabalho manual realizado pelas rendeiras confere ao filé alagoano – tradicional técnica artesanal – um design autêntico e diferenciado. Em processo de ser reconhecido como Patrimônio Cultural do Estado e alvo de estudos aprofundados para receber um selo de origem geográfica, o bordado alagoano é a principal fonte de renda das famílias do Pontal da Barra e de várias comunidades de Marechal Deodoro.
Dados recentes disponibilizados pelo Programa do Artesanato Brasileiro em Alagoas (PAB/Alagoas) – coordenado pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) –, cerca de 70% dos nove mil artesãos inscritos no Sistema de Cadastramento do Artesanato Brasileiro (Sicab) trabalham com o filé.
Os números indicam a forte tradição presente na atividade, cuja procedência data da colonização, através dos portugueses. Esse tipo de artesanato, inicialmente usado para a produção de redes de pesca, começou a ser utilizado pelas mulheres dos pescadores há quase um século e até hoje é repassado para as novas gerações.
“Tenho duas filhas, uma de 13 e outra de 11 anos, que desde muito novas já tinham interesse em aprender. Como me viam horas com o tear no colo, a curiosidade fez a aprendizagem ser de forma natural e hoje elas me ajudam muito”, contou a rendeira Edlene Maria Farias Xavier, de Marechal Deodoro. Segundo ela, que trabalha com o filé há seis anos, quase todas as mulheres da região fazem o artesanato e a maioria tem a técnica como principal fonte de renda.
No Pontal da Barra, em Maceió, não é diferente. “As pessoas aqui aprendem desde cedo. A diversão das crianças é pegar uma agulha e ficar brincando com o tear, porque desde quando nascem convivem com a técnica por toda parte”, destaca a rendeira Rejane Maria Vital da Silva, que tem o filé como única fonte de renda há quase 30 anos.
Iconografia - Presente no livro Iconografia Alagoana, lançado no início deste ano e elaborado pela Seplande em parceria com o Sebrae/AL, o filé é considerado um dos 134 símbolos mais representativos da cultura alagoana, bastante valorizado no resto do país pela tradição, autenticidade e riqueza de detalhes em todas as  peças. “As toalhas e passadeiras que adornam mesas, as blusas e echarpes, as mantas e colchas, todos os trabalhos feitos com a técnica apresentam um resultado único, típico dos trabalhos manuais que resultam em originalidade e perfeição”, argumenta a design Vania Amorim, assessora especial da Seplande e organizadora do volume sobre a Iconografia Alagoana.
Selo - Tais características específicas, representadas na arte das rendeiras das regiões que margeiam as Lagoas Mundaú e Manguaba, despertaram a necessidade de maior valorização dos produtos e garantia da manutenção da tradição, através do projeto de Indicação Geográfica do Filé, realizado pela Seplande e pelo Sebrae/AL. A proposta é estabelecer um padrão de qualidade e, a partir da implantação do selo, o aumento de 30% nas vendas dos artesãos.
De acordo com Vânia Amorim, uma das responsáveis pelo projeto, o selo de indicação geográfica nos produtos garante reconhecimento, notoriedade e maior segurança para o consumidor, que prefere um produto certificado. “É o que já existe com o espumante produzido na região de Champagne, na França e o presunto feito em Parma, na Itália”, exemplifica Vania Amorim.
Para a coordenadora do PAB em Alagoas, Sônia Normande, produtores e consumidores só terão vantagens com o selo. “O filé alagoano terá valor superior aos que não apresentam origem definida e os compradores têm a segurança de adquirir um produto que tem tradição e qualidade comprovadas”, explica.
O projeto está em fase de finalização de um estudo avançado sobre a história do filé e sobre a incidência desse tipo de artesanato no estado, realizado por professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e que servirá de argumento para a aquisição do selo pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O instituto é uma autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior e tem como objetivo proteger a reputação de produtos que tem uma origem geográfica definida, a fim de evitar falsas procedências.
Associativismo - Mesmo com a grande incidência do filé nas regiões do Pontal e de Marechal Deodoro, ocasionada pela longa tradição, a comercialização dos produtos ainda encontra algumas dificuldades em Alagoas. As maiores queixas das rendeiras dizem respeito ao escoamento da produção e ao custo da matéria-prima. Uma das possíveis saídas para as dificuldades é apostar no associativismo.
“Acho que o maior desafio é a matéria-prima. A linha de algodão, que é cara. Depois é a falta de comprador. Temos produtos, aceitamos encomendas, mas a questão maior é a quantidade de espaços destinados às vendas”, explica Edlene Xavier, que vende suas peças em uma lojinha alugada na Praia do Francês.
A rendeira de Marechal explica que o papel da Associação das Mulheres Rendeiras de Marechal Deodoro, da qual é filiada, é importante porque ajuda na ampliação das vendas, com exposição das peças em novos espaços.
Para a rendeira do Pontal da Barra, Rejane Maria Vital, o maior problema é a necessidade de aumento da produção. “Turista tem o ano todo aqui, mas perco vendas, muitas vezes, pela falta de mais de uma opção de uma mesma peça. É preciso terceirizar o serviço, mas faltam condições para isso”, diz. Segundo Rejane, seis pessoas ajudam na confecção das peças que ela desenha e são remuneradas pelo trabalho.
Questionadas sobre qual a diferença entre o filé alagoano e o produzido em outros estados, como o Ceará, a resposta é unânime entre as rendeiras. “A linha que usamos aqui em Alagoas é de algodão, a linha tradicional usada no filé, enquanto em Fortaleza eles usam o cordão simples, muito mais barato. Portanto, o filé de Fortaleza é bonito também, mas em Alagoas há o filé genuíno, que traz a marca da tradição”, enfatiza Rejane Vital.
Segundo ela, a concorrência é acirrada quando muitos consumidores levam em consideração apenas o preço dos produtos ou, ainda, não sabem reconhecer o filé original, que respeita todas as características que identificam o produto.
Eventos - Um dos principais meios de escoamento dos produtos oriundos da atividade é a participação nas feiras municipais, estaduais e nacionais. Muitos artesãos aumentam seu rendimento a partir dos espaços destinados à exposição de seus trabalhos. O Programa do Artesanato Brasileiro em Alagoas (PAB-AL) funciona como facilitador do acesso das rendeiras às novas oportunidades de mercado, através das feiras e dos eventos.
“O filé de Alagoas é o tipo de artesanato mais procurado nas feiras e eventos, é um fenômeno impressionante. Quando levamos as rendeiras e/ou as peças delas, antes mesmo de abrir o stand já tem gente querendo comprar bolero, echarps, caminhos de mesa e saias de feitas com a técnica do filé”, comemorou a coordenadora do PAB-AL, Sônia Normande.
Recentemente, o PAB-AL participou de duas feiras de grande porte: a XII Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), em Olinda-PE, e o 6º Salão de Turismo, em São Paulo. Nesta última, os artesãos conseguiram comercializar um total de R$ 52 mil em produtos. Destes, R$ 28 mil da venda dos produtos artesanais feitos com o filé.
Além da oportunidade de expandir o mercado consumidor e ampliar a rede de contatos, os artesãos ainda participam no Salão de Turismo, de uma área denominada “Espaço Saber Fazer”, onde demonstram a atividade, na prática, aos visitantes, que podem também fazer encomendas na hora.
“O papel do PAB é muito importante para a divulgação do nosso trabalho fora de Alagoas”, reconheceu Edlene Xavier, que participou do Saber Fazer na sua última edição, em julho deste ano.
Fashion - O filé também já é atração principal de desfiles de moda. No Maceió Fashion Design, em 2009, fez sucesso com o Projeto Meias Órfãs, coordenado pela estilista franco-brasileira Márcia de Carvalho, em comemoração ao ano da França no Brasil. Em agosto último, ganhou as passarelas do Maceió Trend House, com a coleção do estilista Marcus Telles.
“A proposta da minha nova coleção é unir os trabalhos manuais da alta costura e do filé alagoano, com a possibilidade de trazer à tona aquilo que faz parte da nossa cultura através da união com tecidos mais nobres”, relatou o estilista sobre a sua nova coleção, denominada Possibilidades.
Teka Rendeira - Ícone da produção artesanal do filé em Alagoas e inspiração de uma das mais famosas músicas de Martinho da Vila, “Só em Maceió”, Teresinha de Araújo Medeiros – a Teka Rendeira – foi uma das primeiras artesãs de filé de Alagoas a ser reconhecida nacionalmente. A artesã já fez diversas peças para nomes consagrados como a atriz Betty Farias e a cantora Roberta Miranda.
“Martinho da Vila é um grande amigo meu. Todas as vezes que vem a Maceió se hospeda na minha casa. Em 1981 fez uma surpresa para mim: uma canção”, contou Teka. Além dessa homenagem, a artesã já representou Alagoas inúmeras vezes em eventos e solenidades culturais e foi capa de jornais e revistas estaduais.
Atualmente, Teka oferecer cursos, ministrados em Alagoas e em outros estados. “Eu me entrego aos meus alunos durante minhas aulas, eu ensino absolutamente tudo sobre acabamento, todos os pontos e detalhes. Eu amo a minha arte e busco até hoje a perfeição”, argumenta Teka.
Bananeira – Mas o filé alagoano não é só tradição. Uma das maiores inovações na técnica quase secular está sendo explorada por rendeiras do Litoral Norte, como informa a coordenadora do PAB/AL, Sônia Normande. “No lugar da linha de algodão, as artesãs utilizam a fibra da bananeira, com um resultado surpreendente”, destaca.
O filé da fibra de bananeira já está sendo comercializado na região e também em feiras e eventos. São apoios para prato (souplat), jogos americanos, passadeiras de mesas e peças de vestuário que chamam atenção pela matéria-prima inusitada. “O mais interessante é perceber o aspecto inovador da iniciativa, adaptando um ponto tradicional e reinventando sua aplicação”, conclui Sônia

Exposição de carros antigos reúne admiradores em Brasília

Polimento, transporte, reparos feitos, aquele último detalhezinho e pronto, esses carros, que hoje contam a história do automóvel no Brasil já estão no ponto para serem vistos e admirados. É que nesse clube, os veículos são muito mais do que um meio de transporte. São relíquias. Quanto se gasta para preservar ou restaurar um carrão desses, ninguém gosta de dizer. "Não me lembro", "Não foi tanto assim" são as respostas mais recorrentes.
E para mantê-los exatamente iguais ao que eram há 50, 60 e até 80 anos, haja peças exclusivas! Elas são feitas sob encomenda ou importadas do exterior, principalmente dos Estados Unidos. "De dez anos para cá, a realidade de carros antigos mudou muito", conta o presidente do Clube de Veículos Antigos de Brasília, Lipel Custódio. A internet facilitou o contato com fabricantes estrangeiros.
A exposição de carros antigos é o momento áureo desses colecionadores. São 150 associados e a coleção na região Centro-Oeste chega a 700 veículos catalogados. Mas os encontros entre eles são muito mais frequentes. Todo sábado, o grupo se reúne para apreciar os carros, trocar experiências e informações e bater papo sobre os automóveis. E para quem pensa que é um ambiente estritamente masculino, Lipel deixa claro. "É uma confraria familiar. Vão esposas, filhos... todo mundo gosta".
Cada veículo desses conta uma história. O jornalista Carlos Zarur exibe um Ford Phaeton modelo A (apelidado de "Bigode" por causa das alavancas próximas ao volante) de 1928. O carro já apareceu na televisão em pleno horário nobre. Na novela das 21h "Esperança", exibida pela TV Globo em 2002, Maria, interpretada por Priscila Fantin, usa o carro para carregar o filho - um bebê de colo. "Nunca mais lavei o banco", brinca Zarur, referindo-se a beleza da atriz.
Outro antigão que o jornalista tem é uma Karmann Ghia conversível, de 1977. Das 177 fabricadas, estima-se que haja no mundo apenas 40. "Preservar isso é preservar a história do País", diz Zarur. Mas o carro não fica apenas trancado na garagem. Carlos Zarur diz que já pegou estrada com a Karmann Ghia, mas as más condições das estradas brasileiras não permitem que os passeios sejam mais frequentes. "Dá pena, porque as estradas são muito ruins e acabam estragando o carro que você preservou por tanto tempo", lamenta o colecionador.
Os esportivos, por sua vez, são a preferência do empresário Paulo Afonso de Souza. Dos 13 automóveis do colecionador, a vedete é um carro de corrida que foi campeão da Fórmula V em 1969, pilotado pelo bicampeão da Fórmula 1 Emerson Fittipaldi. O Fitti V, chega a 190 km/h. Paulo Afonso morou no fim dos anos 1960 em Grand Rapids (EUA), próxima a Detroit, na época, meca da indústria automobilística. Ele acha que foi dessa experiência que veio essa paixão por carros.
Fazer parte desse clube não é nada barato, mas pelo menos uma vez por ano, os interessados em automóveis podem ter o prazer de vê-los de perto sem gastar um centavo.

Fonte: Terra

Oposição pedirá investigação contra ministro do Esporte

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira, disse neste sábado que vai entrar até terça-feira com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR), na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Tribunal de Contas da União (TCU) para que os órgãos investiguem as denúncias de desvios de verba no ministério do Esporte, em reportagem publicada pela revista Veja. "Tomamos (PSDB) a dianteira tão logo soubemos das denúncias", disse o deputado.
Para Nogueira, o fato de um ex-militante do PCdoB fazer denúncias sobre o ministro torna o cenário mais grave, exigindo assim uma investigação mais aprofundada. "Essa não é a primeira vez que denúncias são recorrentes no ministério do Esporte. Agora uma pessoa que foi ligada ao PCdoB fazendo denúncias graves chama mais a atenção", disse.
De Guadalajara, no México, onde acontecem os jogos Pan-Americanos, Orlando Silva se defendeu e disse que as denúncias feitas pela revista são políticas e "caluniosas".
Denúncias
Segundo denúncias da revista, diversos membros do PCdoB, capitaneados pelo ministro, faziam parte do esquema de irregularidades envolvendo convênios com ONGs. A presidência do partido disse que ainda está lendo as denúncias e que não tem uma resposta oficial. Fontes no governo afirmam que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 elevaram a importância da pasta.
Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos, o policial militar João Dias Ferreira, como mentor e beneficiário. O esquema pode ter desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos.
De acordo com Ferreira, as ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando Silva teria recebido, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes da quadrilha. Parte desse dinheiro, acusa a Veja, foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.

Fonte: Terra

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tribunal de Justiça de SP passará a julgar ações por e-mail

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) se prepara para implantar um sistema de julgamento de processos por e-mail, anulando as tradicionais sessões públicas. A nova alternativa permitirá acelerar o andamento de cerca de 550 mil recursos que aguardam decisão. O novo mecanismo foi criado com base em uma situação observada diariamente nas sessões do tribunal: poucos advogados comparecem para apresentar oralmente suas defesas ou mesmo acompanhar a declaração dos votos dos magistrados. Por isso, não haveria motivo para realizar uma sessão pública para quem não estará no local, segundo a tese dos criadores da medida. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
O TJ-SP cuida das apelações contra sentenças ou despachos dos juízes de primeira instância. No formato tradicional, os desembargadores participam de uma sessão de julgamento pública e apresentam seus votos, que são contados para a obtenção do resultado final da causa. Pelo novo mecanismo, chamado de julgamento virtual, os magistrados não precisam se reunir. Cada um redige sua decisão e a envia por e-mail. Um dos desembargadores faz a contagem dos votos e prepara um documentos com o resultado. O julgamento virtual, porém, pode ser recusado pelos advogados ou partes dos processos do tribunal, se desejarem um debate público. A resolução do tribunal que definiu o julgamento virtual entrou em vigor no dia 24 de setembro, mas ainda estão sendo feitos ajustes técnicos para a aplicação do mecanismo. No "Diário Oficial" já podem ser encontrados despachos do tribunal nos quais os advogados são questionados sobre sua concordância em relação ao uso do julgamento virtual em seus casos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo informou que fará um debate interno para definir seu posicionamento em relação à novidade.

Fonte: Terra

domingo, 9 de outubro de 2011

Vettel chega em terceiro no Japão e é bicampeão na Fórmula 1

Aos 24 anos, Vettel é o mais jovem bicampeão da história da F-1
O alemão Sebastian Vettel foi o terceiro colocado no Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, na madrugada deste domingo, e se consagrou bicampeão Fórmula 1. O piloto da Red Bull é o mais jovem piloto da história a conquistar dois títulos na categoria. A vitória no Japão foi do inglês Jenson Button, da McLaren.
A quatro provas do final da temporada, Vettel tem 324 pontos e não pode mais ser alcançado pelos adversários. No final da prova, o alemão já vibrava dentro da sua Red Bull. Depois fez um agradecimento. "Obrigado a todos. Obrigado por tudo. É fantástico", disse o alemão ainda no carro.
A segunda colocação no grande prêmio ficou com o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari. O australiano Mark Webber, da Red Bull, foi o quarto colocado e o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, o quinto.
Felipe Massa foi o melhor entre os brasileiros, ficando na sétima colocação. Bruno Senna, da Renault, e Rubens Barrichello, da Williams, ficaram na 16ª e 17ª posição, respectivamente.


Fonte: Com agências

Em dia de eleição, Polônia tem dois alarmes falsos de bomba



Foto: Reuters
  Dois alarmes falsos de bomba não impediram o curso tranquilo deste domingo de eleições gerais na Polônia, com o partido liberal do primeiro-ministro, Donald Tusk, como favorito em todas as pesquisas.
Na primeira hora da tarde, os principais líderes políticos, sociais e religiosos já haviam votado seu direito ao voto em um pleito em que o cardeal Stanislaw Dziwisz definiu como "crucial", já que decidirá "a direção do caminho que adotará" o país.
Às 14h (9h de Brasília), sete horas depois da abertura dos colégios eleitorais, a participação era de 23,03%, informou a Comissão Eleitoral.
O presidente da Polônia, Bronislaw Komorowski, depositou sua cédula de votação no meio da manhã em um colégio de Varsóvia, onde lembrou que "o voto de qualquer pessoa é tão representativo como o do próprio chefe do Estado".
Mais de 30 milhões de poloneses estão aptos a votar, 150 mil moram no exterior. A Polônia elege 460 deputados e 100 senadores, em um pleito liderado pelo partido liberal Plataforma Cívica, atualmente à frente do governo.
Fonte: EFE

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morre Steve Jobs, fundador da Apple

Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPad, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"), impacto que foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.
A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."
Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.
Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.
Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."
Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.
Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.
Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.
Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.
Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.
Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.
Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.
Do LSD ao Mac
O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.
"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.
Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.
Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.
Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".
"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.
Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".
Saída da própria empresa
Mas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.
Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.
O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.
O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."
Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.
Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.
Em 2004, Jobs dez tramentos após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.
A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.
Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.
Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.
Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.
Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

Fonte: G1

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dilma afirma que UE pode contar com Brasil para sair da crise

Foto: EFE
No segundo dia da reunião de cúpula Brasil-UE, a presidente Dilma Rousseff garantiu nesta terça-feira à União Europeia (UE) que o bloco "pode contar com o Brasil" e que os países emergentes estão preparados para "assumir sua responsabilidade" na economia mundial. "Brasil, e aqui tenho a certeza que expresso o sentimento das economias em desenvolvimento, está disposto a assumir sua responsabilidade de forma cooperativa", afirmou Dilma em uma declaração à imprensa após a 5ª cúpula euro-brasileira.
"Somos parceiros da União Europeia, podem contar com o Brasil", declarou diante dos presidentes do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. no entanto, ela não mencionou valores nem a possibilidade de repasses financeiros. No momento, vários países da zona do euro, como a Grécia e a Espanha, esforçam-se para evitar que a crise acentue os problemas internos de desemprego e alta de impostos e tarifas.
"Estamos agora diante do aumento do risco soberano. Acredito que é fundamental a coordenação política entre os países para fazer face (ao agravamento da crise)", acrescentou. Dilma se reuniu por cerca de duas horas, durante a cúpula, com os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, além de ministros brasileiros. No encontro, os temas que dominaram os debates foram o agravamento da crise econômica internacional, a violência na Síria e os conflitos nos países árabes, além de acordos multilaterais.
"É necessário que se busque o combate ao desemprego para que as populações não percam a esperança no futuro. A recessão traz o aumento das desigualdades sociais", disse a presidente. Segundo ela, é possível conciliar o estímulo à geração de emprego com a responsabilidade fiscal. Dilma lembrou que há 20 dias a América Latina era "sinônimo de crise" e agora mostra que é capaz de superação.
Para a presidente, a solução para a crise econômica internacional passa por uma reavaliação do sistema financeiro mundial. Segundo ela, classificado como um "sistema ineficaz", que se comprovou com o fato de a crise ter se acentuado. Dilma disse também que é fundamental aliar políticas macroeconômicas com a geração de emprego e renda.
Dilma disse ainda que os ministros da Fazenda da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) vão se reunir nos próximos dias para coordenar ações para a Cúpula do G20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo). O encontro ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro, em Cannes, no Sul da França. "As Nações Unidas precisam estar à altura de um mundo multipolar", advertiu.
Entenda
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.
A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.
Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.
Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.
 
Com informações de Agência Brasil e EFE.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Escolas municipais de Maceió devem executar hino da Cidade uma vez por semana

Para discutir a necessidade de aplicação e obediência da Lei 5.531/06 – que estabelece a obrigatoriedade do hasteamento das bandeiras Nacional, do Estado e do Município de Maceió, acompanhado da execução dos hinos Nacional e da capital para os alunos da rede pública de Maceió – diretores de escolas municipais participaram de uma reunião, na sexta-feira, no auditório da Secretaria Municipal de Educação (Semed), com o vereador Marcelo Malta (PC do B), autor do projeto que originou a lei.
O secretário municipal de Educação, Thomaz Beltrão, considera que a lei é uma iniciativa de fundamental importância e que será incentivada pela rede pública de ensino de Maceió. “Trata-se de um dos símbolos do patriotismo e é saudável o nosso incentivo”, sintetizou Beltrão. A lei estabelece que o hino deverá executado uma vez por semana na unidade de ensino, cabendo a ela, decidir o dia e o horário da execução.
A letra do Hino de Maceió é de Carlos Moliterno e a música de Edilberto Trigueiros. A lei 2.543/78, sancionada pelo então prefeito Dilton Simões, oficializou a composição. A primeira menção referente ao hino data de 1968, em uma publicação da própria prefeitura da capital. Na composição, destacam-se aspectos como as riquezas naturais, as belezas das lagoas e do mar e destaca um aspecto mais rústico da capital, surgida a partir de um engenho.

Fonte: Maceió Agora

Dilma será homenageada em jantar em castelo belga nesta segunda

Foto: Divulgação
A presidente Dilma Rousseff será homenageada nesta segunda-feira com um jantar em um castelo medieval do século XIII, em Bruxelas. O castelo Val Duchesse pertence à família real belga, mas no passado foi um convento para mulheres. Com o passar dos anos, o imóvel se transformou em um local de negociações. Foi nesse castelo que foram acordados os termos para a formalização da comunidade europeia.
O rei Alberto II, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, são os anfitriões do jantar oferecido para a presidente. Um dos temas que deverá ser discutido é o Plano de Ação Conjunta 2012 - 2014 para a Parceria Estratégica Brasil - União Europeia.
A União Europeia é o principal parceiro comercial do Brasil, sendo que os brasileiros ocupam a nona posição como parceiros comerciais do bloco. Em 2010, a corrente de comércio Brasil - União Europeia superou US$ 82 bilhões.
Em 2010, as exportações do Brasil para os países da União Europeia atingiram US$ 43 billhões, o equivalente a um aumento de 26,7% em relação a 2009. As importações chegaram a US$ 39 bilhões com crescimento de 33,8% em comparação a 2009.
Na reunião da 5ª Cúpula Brasil - União Europeia, nesta terça-feira, Dilma deverá reiterar sua preocupação com os impactos da crise econômica internacional. Ao se referir ao assunto nesta segunda, a presidente destacou a necessidade de os países redobrarem os cuidados na adoção de medidas que levem à recessão, ao desemprego e à estagnação em defesa do combate à crise.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 2 de outubro de 2011

Alagoas deverá ganhar até 160 novos vereadores para a eleição 2012

Depois do aumento de 21 para 31 vereadores na capital Maceió, os alagoanos começam a ver em todas as cidades do interior uma tendência para que todas as câmaras municipais aprovem o aumento no número de vereadores dentro do limite que aponta as PEC’s 336 e 379de 2009.
Tudo teve início quando o deputado federal Arnaldo faria de Sá propôs uma emenda que modificava a composição das câmaras municipais de todo o Brasil a partir de um novo cálculo.
Pela PEC, cidades com até 15 mil habitantes elegerão nove vereadores; de 15 a 30 mil habitantes - 11 vereadores; de 30 a 50 mil - 13 vereadores; de 50 a 80 mil - 15 vereadores; de 80 a 120 mil habitantes 17 vereadores; de 120 a 160 mil - 19; de 160 a 300 mil - 21; de 300 a 450 mil - 23 vereadores; de 450 a 600 - 25 vereadores; de 600 a 750 mil - 27; de 750 a 900 mil – 29. De 900 a 1,05 milhão de habitantes – 31vereadores serão eleitos; de 1,05 milhão a 1,2 milhão - 33 vereadores; de 1,2 milhão a 1,3 milhão - 35; de 1,3 milhão a 1,5 milhão - 37; de 1,5 milhão a 1,8 milhão - 39 vereadores. Os municípios com população entre 1,8 milhão a 2,4 milhões terão 41 vereadores; de 2,4 milhão a 3 milhões - 43 vereadores; de 3 a 4 milhões de habitantes - 45 vereadores; de 4 a 5 milhões - 47; de 5 a 6 milhões - 49; de 6 a 7 milhões - 51; de 7 a 8 milhões - 53 e com mais de 8 milhões de habitantes 55 vereadores.
Chegou-se a discutir se os suplentes da legislatura passada pudessem assumir os cargos, mas uma decisão do STF acabou pondo fim na farra e passando o aumento para 2012, desde que as câmaras municipais assim decidissem.
Em Maceió houve uma polêmica na votação do aumento no número de vereadores, com suspeita inclusive de adulteração e fraude na votação, mas no fim ficou definido que o número de vereadores aumentaria de 21 para 31.
Municípios como União dos P almares. Canapi e Arapiraca já definiram que sua câmaras municipais também aumentarão o número de vereadores, em ume decisão que deverá ser acompanhada por todas as outras cidades.
O Cadaminuto fez um levantamento junto a UVEAL, União de Vereadores de Alagoas, e confirmou que o Estado deverá ter 160 novos vereadores em 2012.

Fonte: Cada Minuto

Apartir da proxima segunda-feira o pão francês vai fica até 12% mais caro.

O pão francês vai ficar mais caro a partir da próxima segunda-feira (29), segundo a Associação de Panificadores de Alagoas. O aumento será de 10% a 12%, o que significa que o preço médio do quilo do pãozinho que hoje é de R$ 6,50 vai girar em torno de R$ 7,20.

Os motivos da elevação do preço são muitos, segundo o setor. Entre eles, está o aumento dos ingredientes usados no preparo do pão, como fermento, açúcar e a farinha de trigo. Este último item disparou por causa da elevação do dólar.

Segundo o diretor jurídico da associação, Alfredo Dacal Filho, os empresários do setor ainda tiveram um outro impacto importante nos custos de produção que foi o reajuste salarial de padeiros e confeiteiros. Essa mão de obra especializada estava deixando as cozinhas das padarias de Maceió para ir trabalhar na construção civil, que vinha remunerando melhor.

“Para não perder esse pessoal qualificado, tivemos que pagar melhores salários. Esse item somado ao encarecimento dos insumos tornou impossível para o empresário segurar os preços no mesmo valor”, argumenta Dacal.

A associação avisa que algumas padarias já estão trabalhando com os preços reajustados e que em alguns estabelecimentos o valor cobrado no quilo do pãozinho pode ultrapassar os R$ 7,20.

Fonte: Tudo na Hora