sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dono da empresa que adulterou silicone é libertado na França

O presidente da PIP, Jean-Claude Mas, em julho de 2010. (Foto: Interpol / Reuters / Divulgação)

Jean-Claude Mas pagou fiança de 100 mil euros, segundo seu advogado. O presidente da PIP é pivô de escândalo sanitário que atinge o Brasil


A polícia da França soltou nesta sexta-feira (27) Jean-Claude Mas, o fundador da empresa Poly Implant Prothese (PIP) de próteses mamárias, que se encontra no centro de um escândalo sanitário internacional e é alvo de processos, de acordo com seu advogado.

Ele foi libertado sob fiança de 100 mil euros (cerca de R$ 229 mil), mas está proibido de sair do país e da comparecer à reunião de ex-executivos de sua extinta empresa PIP. "Estamos satisfeitos que o Sr. Mas pode se explicar a um juiz", disse o advogado Yves Haddad. "Este é um alívio para ele”, complementou.
Jean-Claude não vai ser investigado pela acusação mais grave de homicídio, de segundo o advogado. Porém, agora ele vai enfrentar acusações criminais que levam a sentenças mais longas do que as que ele enfrenta em um caso de fraude.

Prisão 

Jean-Claude Mas foi preso nesta quinta-feira (26) devido a uma investigação iniciada em dezembro na cidade de Marselha (sul da França) sobre as implicações sanitárias das próteses mamárias PIP.

"Jean-Claude Mas foi detido no domicílio de sua companheira e colocado sob custódia", informou a polícia francesa na quinta.

A empresa está no centro de um escândalo mundial, que diz respeito a milhares de mulheres em inúmeros países, inclusive o Brasil, por causa da fabricação de implantes mamários de silicone defeituosos.

O escândalo se intensificou em dezembro, ao revelar-se que essas próteses continham um aditivo para combustíveis. Jean-Claude Mas negou à época que seu produto ofereça risco à saúde.




Fonte: G1

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