terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pelé elogia Messi, e diz que Barça de hoje lembra o Santos dos anos 60

Em entrevista à revista francesa, Rei diz que assistir ao craque do Barça em campo 'é uma alegria' e declara gostar de ver a Alemanha de Joachim Löw


Depois de dar uma leve alfinetada em Lionel Messi na última semana, Pelé voltou a falar sobre o craque argentino e o Barcelona. Dessa vez, no entanto, demonstrando muita admiração tanto pelo jogador como pelo clube catalão. Segundo ele, "ver Messi em campo é uma alegria", ainda mais na equipe de Pep Guardiola, que faz com que o Rei do Futebol se recorde do Santos bicampeão mundial no início da década de 60.

Em entrevista publicada nesta terça-feira na revista francesa "France Football", Pelé só lamenta que a sua equipe tenha atuado em uma época tão distante da atual, o que faz com que ele seja, aos poucos, menos lembrada dos que os grandes times da era moderna do futebol.

- Havia uma época, há 15 ou 20 anos, na qual o futebol era mais defensivo. Mas a técnica continua sendo a mesma. Falamos do Barça de agora, mas nos lembramos menos do Santos dos anos 60, que era uma equipe fantástica que poderia ter dominado o mundo em circunstâncias similares - comentou o ex-jogador.

Pelé, que se comparou ao Beethoven da música ou ao Michelangelo da pintura, não entrou, no entanto, na comparação direta com o argentino Lionel Messi - como havia feito em declarações ao jornal "Le Monde" na última semana.

- É sempre difícil. Tenho muito respeito por ele, como tinha por Cruyff, Beckenbauer, Platini... Mas cada um tem sua personalidade. Messi é um jogador fantástico. É uma verdadeira alegria vê-lo sobre o gramado. É o melhor? Não sei. Da mesma forma como não sei se podem compará-lo com Cristiano Ronaldo, que não tem o mesmo estilo. De toda forma, não haverá um novo Pelé. Meus pais fecharam a fábrica após meu nascimento - afirmou.

Perguntado sobre a grande evolução do futebol desde que ele abandonou os gramados em 1977, quando jogava no New York Cosmos, Pelé explicou que o esporte se tornou "mais físico, mais rápido", mas que ainda é importante "movimentar a bola", como faziam os brasileiros dos anos 70 ou a atual seleção da Alemanha, comandada por Joachim Löw.



Fonte: Globo Esporte 

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