sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

IMA fiscaliza andamento das obras do Canal do Sertão

Obras do canal se arrastam há 20 anos (Foto: Assessoria)
Equipe monitora as atividades do consórcio responsável pela obra para garantir o respeitoao que prevê a legislação ambiental


Técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) fiscalizam o andamento das obras do Canal do Sertão, fazem coleta de espécimes para o levantamento florístico da região e verificam se a destinação dos rejeitos de resíduos sólidos tem sido feita dentro do que prevê a legislação ambiental. A visita mais recente foi acompanhada por representantes da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) e do Consórcio Concremat.

O IMA mantém um escritório no canteiro central das obras para que, a cada semana, haja um rodízio de equipes na região. Além disso, segundo Adriano Augusto, diretor-presidente do IMA, as visitas são necessárias porque o projeto inicial do Canal do Sertão data de 1992, assim como as primeiras licenças. Outro aspecto importante é a realização dos estudos e pareceres técnicos sobre o terceiro trecho para posterior concessão das licenças de supressão da vegetação e instalação do canteiro de obras, que já foram solicitadas pela Seinfra.

Na última sexta-feira, 27, foram percorridos os 64,7 quilômetros, que compreendem o primeiro e parte do segundo trecho da obra. “Podemos notar duas situações distintas entre os trechos um e dois. No primeiro, observamos que, apesar de existir rochas derivadas da abertura do canal, já existe uma regeneração natural da vegetação primária. E no trecho dois, ainda em obras, observamos uma quantidade extremamente superior de rejeitos. Mas estudos desenvolvidos pela Seinfra e pelo consórcio Concremat, com o nosso auxílio, vão apresentar uma destinação viável para esses rejeitos”, comentou Augusto Duarte, engenheiro florestal do IMA. 

Quanto ao levantamento florístico, algumas amostras de espécies nativas foram coletadas pela bióloga Raíssa Pinto, como é o caso da Spondias tuberosa (umbuzeiro), Tabebuia caraiba (craibeira), Parkinsonia aculeata (turco) e Calotropis procera (algodão-da-praia). Após o trabalho de registro das áreas mais preservadas da região e de coleta de determinados espécimes, o material será catalogado para o registro das plantas da região. 

“Com tais amostras, somadas ao que será coletado nas próximas visitas e ao banco de dados do herbário do IMA, o próximo passo é sugerir as espécimes que devem ser utilizadas na recuperação das áreas suprimidas”, explicou Raíssa Pinto.

Canal do Sertão

Considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Nordeste do Brasil, o Canal do Sertão começou a ser construído com recursos estaduais, antes de passar a receber verbas federais. Entre a discussão do projeto e a realização efetiva da obra, que terá 280 km, já se passaram 20 anos.

O Canal começa em Delmiro Gouveia, no Sertão, e se estende até o município de Arapiraca, Agreste alagoano. Nos primeiros 1.700 metros do canal, a água será levada até a estrutura de transição por bombeamento e, em seguida, por gravidade, até a cidade de Arapiraca. O empreendimento tem o objetivo de fornecer água aos núcleos urbanos e rurais em uma área de 26 mil hectares, beneficiandos vários municípios do interior do Estado.






Fonte: Gazeta Web / Agência Alagoas

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