quinta-feira, 19 de julho de 2012

“Falta vontade política para resolver o problema do IML”, diz Sindmed

Legistas ameaçam começar nova paralisação a partir do dia 31



Desde o dia 21 de junho sem realizar necropsias em Maceió, os legistas que trabalham no Instituto Médico Legal (IML) não sabem quando terão um novo local para fazer exames em cadáveres. O prédio foi ‘abandonado’ pelos profissionais por não oferecer condições seguras para o trabalho. O necrotério do hospital Sanatório chegou a ser indicado como alternativa. No entanto, a direção do hospital desfez o acordo com o Estado e a questão voltou à estaca zero. Para o Sindicato dos Médicos de Alagoas, o impasse não foi resolvido por falta de vontade política.
Para o presidente do Sindmed, Wellington Galvão, após a negativa do Hospital Sanatório, a alternativa é instalar provisoriamente o IML no CCBI - Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Alagoas. Contudo, segundo Galvão, até ontem o Estado não havia enviado ofício à Universidade para oficializar a solicitação do prédio.
Wellington acredita que a demora para a resolução do problema está na vontade política. Ele critica o impasse e diz que os médicos legistas de Maceió estão se deslocando para o IML da cidade de Arapiraca para realizar necropsias sem custeio do governo. “Não estão sendo pagas as diárias ou nenhum outro tipo de auxílio para os médicos. Os legistas estão arcando com as despesas”, declarou.
Exumações
Enquanto não é solucionado o problema do prédio provisório do IML de Maceió, mais de 100 corpos terão que ser exumados na capital. São corpos que foram liberados para o sepultamento, mas não tiveram a declaração de óbito devidamente preenchida por falta de necropsia. 
Nova paralisação
Na última segunda-feira, dia 16, os legistas estiveram reunidos em assembleia no Sindmed e decidiram estabelecer um prazo até o próximo dia 31 para que seja apresentada pelo governo Estadual uma proposta para o prédio do IML de Maceió. “Se até o dia 31 nada tiver acontecido, infelizmente, os médicos vão parar outra vez”, disse Galvão.
O sindicalista informou que o Secretário de Defesa Social, Dário Cesar, já foi comunicado por meio de ofício sobre a decisão da categoria. “Já avisamos e agora vamos aguardar. Esperamos que tudo seja encaminhado para o bem da sociedade e dos profissionais. Porque toda a responsabilidade deste caso é do Estado”, falou.
Silêncio
Procurado pela reportagem do Primeira Edição para comentar o assunto, Luiz Antonio Mansur, diretor do IML de Maceió, não atendeu as ligações telefônicas e nem retornou. No início do mês de julho, quando os médicos começaram a fazer exames de conjunção carnal, para detecção de estupro e corpo de delito no necrotério do Hospital Sanatório, Mansur descartou a hipótese do IML funcionar no CCBI. No entanto, depois da negativa do hospital, o médico não se pronunciou mais sobre o assunto.


Fonte: Primeira Edição

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