sexta-feira, 13 de julho de 2012

Governo propõe para docentes federais em greve aumento salarial e mudança no plano de carreira

Representantes de professores em greve das instituições federais de ensino foram recebidos nesta tarde pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para tentar dar fim ao movimento.
Para os professores titulares com dedicação exclusiva, topo da carreira, os ganhos chegarão a R$ 17,1 mil em três anos.



Após quase dois meses de greve dos professores das universidades e institutos federais, o governo federal apresentou nesta sexta-feira (13) uma proposta que prevê plano de carreira que entraria em vigor a partir de 2013 e um aumento salarial que, de acordo com o Ministério do Planejamento, pode chegar a até 45,1%.
A proposta reduz de 17 para 13 os níveis de carreira, uma das reivindicações do movimento grevista. O governo diz ainda que irá conceder reajuste salarial a todos os docentes federais de nível superior, além dos 4% concedidos pela MP 568 retroativo a março, ao longo dos próximos três anos.
Para os professores titulares com dedicação exclusiva, topo da carreira, os ganhos chegarão a R$ 17,1 mil em três anos. Segundo o Planejamento, esse valor representa um aumento de 45,1% em relação aos salários de fevereiro, que eram de R$ 11,8 mil. Em março, uma medida provisória já havia determinado um reajuste, retroativo ao período, de 4% nos salários e a incorporação das gratificações aos vencimentos básicos.
De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o impacto no orçamento será de R$ 3,9 bilhões ao longo dos próximos três anos, com 40% desse total sendo aplicado em 2013, 30% em 2014 e o restante, em 2015.
A principal reivindicação do movimento grevista é a reestruturação da carreira docente, por isso, as negociações são feitas com o Ministério do Planejamento. Na última reunião, a pasta propôs que a greve fosse encerrada e que as discussões continuassem com base na carreira do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). Os docentes não concordaram em acabar com a paralisação.
O sindicato que representa a categoria está reunido neste momento com o Ministério do Planejamento para ser apresentado à proposta. Antes da reunião, no entanto, Marinalva Oliveira, presidente do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), afirmou que, independentemente da proposta, será preciso discuti-la no conselho geral de greve e nas assembleias de base, para só então definir se a greve continua ou não. “Acho que isso deve levar ao menos uma semana, mas só saberemos depois.”
Em coletiva de imprensa nesta sexta, Miriam criticou a greve, a que chamou de precipitada. "Sempre temos um timing de negociação, que é de julho para agosto, porque é o momento de fechamento do Orçamento. Por isso, houve precipitacao das universidades e institutos federais ao deflagrarem uma greve em maio", afirmou. 


Fonte: UOL

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