segunda-feira, 30 de julho de 2012

Secretaria Estadual de Saúde disponibiliza preservativos em lugares públicos

Caixas de madeiras podem conter até 400 preservativos 
Projeto do Governo Federal visa facilitar acesso à população aos métodos de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis



A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lançou neste final de semana um projeto para facilitar o acesso da população a preservativos. Caixas denominadas “dispensadores” foram implantadas em quatro pontos da orla. O objetivo é facilitar o acesso da população aos métodos de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s).
Feitas de madeiras, as caixas contém cerca de 400 preservativos, além de ter instruções do uso correto e a importância da prevenção. “Cada local possui um responsável pelo dispensador que informará a secretaria quando a caixa estiver vazia. O serviço será permanente, então a população não precisa se preocupar em retirar uma quantidade grande”, explicou a coordenadora do Programa DST/ Aids da Sesau, Fátima Rodrigues que alertou para o envolvimento de menores. “O responsável ficará observando a aproximação de menores que queiram retirar. Antes de tudo esse é um trabalho educativo”, colocou.
Além da orla, outro dispensador foi colocado no terminal de ônibus do Benedito Bentes. “Nosso principal objetivo é fazer com que a população sexualmente ativa não precise ir até uma unidade de saúde e passe por uma burocracia até ter a camisinha em sua mão”, destacou e continuou: “Isso é uma questão de cidadania. Saúde é um direito de todos”.
Fátima Rodrigues ainda explicou que outros 70 dispensadores serão distribuídos na capital, além de outras cidades do interior. “Queremos implantar nas instituições públicas do Estado e em outras conveniadas ao SUS. Mas caso alguma empresa ou entidade privada queira o serviço, basta vir até a secretaria para realizarmos a parceria”.
A coordenadora disse que está preparada para polêmicas. Quando questionada sobre a posição religiosa, ela disse que em 1986 em um debate sobre o respondeu da seguinte forma: “O Deus que acredito e que me criou não quer que ninguém morra de Aids”, relembrou dizendo que mantém a mesma posição e lembrou do trabalho feito pela Igreja Católica com a Pastoral da Aids. "Não queremos compra uma briga. Acesso à saúde é a função do Estado e é isto que estamos fazendo", concluiu. 
O mesmo trabalho está sendo realizado em outros estados, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.



Fonte: Primeira Edição

Nenhum comentário:

Postar um comentário