sábado, 21 de julho de 2012

Vacina contra a Gripe H1N1 está em falta

Associação Brasileira de Imunizações alerta que
procura por proteção aumentou.
A vacina contra a Gripe H1N1 está em falta em algumas regiões do País. O alerta é da SBIm (Associação Brasileira de Imunizações). O presidente da associação, Renato Kfouri, atribui essa queda no estoque à conscientização da população sobre a importância da imunização em todas as faixas de idade. 

— A procura pela vacina aumentou em clínicas particulares e isso mostra que a população está mais preocupada com a gripe. Alguns lugares, inclusive, ficaram sem estoque.

Em princípio, o Ministério da Saúde considera que a vacinação é necessária apenas aos grupos de maior risco para contrair a H1N1, ou seja, crianças entre seis meses e dois anos, gestantes, idosos, portadores de doenças crônicas (diabéticos, hipertensos, cardiopatas etc.), indígenas e profissionais da saúde. Entretanto, para Renato Kfouri, a população como um todo está buscando mais proteção.

Enquanto não há reposição da vacina, o presidente da SBIm adverte que os hábitos básicos de higiene devem fazer parte do dia a dia de todos. 

— Atitudes como evitar o contato com pessoas doentes e lugares muito fechados são importantes para fugir do vírus. Além disso, defendo a amamentação até os 2 anos, pois os anticorpos da mãe protegem o bebê. É recomendável também que bebês e crianças não fiquem expostos a fumaça de cigarro, pois o tabaco é um agressor das vias aéreas facilitando a entrada do vírus influenza. Tudo isso aliada à vacina tem demonstrado muito eficácia no combate da gripe. 

Para desmitificar algumas crenças, Kfouri também explica que a vacina não previne outras doenças das vias respiratórias: 

— É importante esclarecer que a vacina contra a gripe previne apenas as doenças causadas pelo vírus influenza. Patologias comuns do inverno, como resfriado, sinusite, pneumonia, não são evitadas com ela. 

A vacina é recomendada a partir dos seis meses de idade e desde que a criança não tenha alergia a ovo. Segundo o médico, seu efeito começa em três semanas (21 dias). Em clínicas particulares o preço da dose custa cerca de R$ 60. 





Fonte: Surgiu

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