quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Jovens rurais buscam apoio da Codevasf para se tornarem empreendedores piscicultores

31 jovens de Porto Real do Colégio participam de curso básico em piscicultura


A piscicultura como atividade econômica para geração de renda de jovens empreendedores no Baixo São Francisco alagoano já é uma realidade. Um grupo de 31 jovens rurais de Porto Real do Colégio (AL) está participando de um curso básico de piscicultura em tanques-rede oferecido pela unidade do Projeto Amanhã da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no município. A oferta do curso atende ao pedido do grupo de futuros empreendedores piscicultores que pretendem formar uma cooperativa para cultivos de tilápia em tanques-rede às margens do rio São Francisco.
De acordo com o técnico agrícola da Codevasf ,Carlos Alberto Santos, responsável pela Unidade de Capacitação e Treinamento (UCT) do Projeto Amanhã no Perímetro Irrigado de Itiúba, os participantes do curso são de famílias de agricultores com lotes no perímetro e que já desenvolvem cultivos de peixes em viveiros escavados e agora querem desenvolver seus próprios empreendimentos, mas agora com criação em tanques-rede.
“Eles tinham poucos conhecimentos técnicos e sentiam a necessidade de capacitação antes de levar a ideia a frente. A demanda foi tão grande que tivemos que elaborar uma lista de espera para uma nova turma”, disse Santos.
O curso tem carga horária de 40 horas e acontece no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (5ª CII). As aulas estão sendo ministradas pelo engenheiro de pesca da Codevasf Kley Lustosa, que possui quase 35 anos de experiência em piscicultura e demais atividades aquícolas, e pelo biólogo da Codevasf José Reginaldo, ambos lotados no 5ª CII.
“Aqui os jovens têm oportunidade de conhecerem técnicas de manejo em geral, avaliação da qualidade da água e organização e interpretação de dados para o sucesso do cultivo. Planejamos o curso com atividades teóricas e práticas para que esses futuros empreendedores saiam com uma preparação que garanta o sucesso de seus projetos”, observa Lustosa.
Maciel Vieira dos Santos é um jovem de 27 anos que trabalha no lote da família no Perímetro Irrigado do Itiúba. No perímetro, eles cultivam tambaqui, tambacu e tilápia em viveiros escavados para completar a renda da família. A ideia da piscicultura em viveiros escavados surgiu quando Maciel participou do curso básico de piscicultura em viveiros oferecido pela UCT do Projeto Amanhã em Porto Real do Colégio.
Segundo o jovem, após a participação na capacitação ele passou a orientar outros piscicultores familiares que ainda desenvolviam suas atividades sem conhecimento técnico. “Há dois anos eu fiz o curso. Antes eu já tinha interesse e tirava dúvidas com os piscicultores mais velhos. Mas quando fiz o curso aqui no Projeto Amanhã, as coisas clarearam, aprendi técnicas modernas e agora quem repassa instruções para eles sou eu”, afirma.
Após a conclusão do curso, o empreendedor piscicultor pretende reunir os jovens capacitados e criar uma cooperativa para criação de tilápia em tanques-rede nas água do rio São Francisco próximo a Porto Real do Colégio. Para isso, ele já planeja elaborar um projeto para a atividade e solicitar o apoio da Codevasf.
“Durante o curso, estamos aprendendo que a espécie que melhor se adapta à atividade é a criação de tilápia do nilo. Também sabemos que essa espécie é muito apreciada em nossa região, o que nos garante um mercado. A Codevasf será uma grande parceria nossa. Queremos nos organizar numa cooperativa, o que vai nos fortalecer e baixar nossos custos”, explicou o jovem Maciel.
Criado em maio de 1993 por iniciativa da Codevasf, o Projeto Amanhã atua na organização e capacitação de jovens rurais que residem nos vales do São Francisco e do Parnaíba. Na área de atuação da Codevasf em Alagoas, o projeto está presente nos municípios de Porto Real do Colégio, Arapiraca, Penedo e Piranhas. A estratégia do Projeto Amanhã é inserir técnicas agropecuárias modernas no cotidiano dos produtores tradicionais por meio das novas gerações de filhos dos agricultores.



Fonte: Codevasf

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