sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Bloqueio de trabalhadores rurais 'prende' autoridades em rodovia

MST bloqueia rodovia  

Trabalhadores rurais sem-terra bloquearam, nesta sexta-feira (17), trechos de rodovias federais em Alagoas, como forma de protesto contra o que consideram ser o 'esfacelamento' da política do governo federal voltada à reforma agrária no país. O protesto ocorre no dia em que a presidenta Dilma Rousseff (PT) visita Alagoas, para inauguração de fábrica da Braskem em Marechal Deodoro. 


Os manifestantes bloquearam a BR-424 e impediram o acesso ao local de solenidade com a presidenta o senador Benedito de Lira; o chefe do Gabinete Civil do Estado de Alagoas, Álvaro Machado; a desembargadora e vice-presidente do Tribunal de Justiça, Nelma Padilha.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, precisou ser acionado para garantir a passagem das autoridades e da imprensa. Os militares usaram spray de pimenta e bombas de efeito moral. Na confusão, veículos da imprensa foram atingidos por pedras e tiveram vidros quebrados.

Autoridades são impedidas de chegar ao local da inauguração 



Em uma barreira policial, professores universitários foram impedidos de chegar a área onde a presidenta participará de solenidade de inauguração da fábrica da Braskem. Um grupo, no entanto, que engloba diversas categorias federais, conseguiu furar o bloqueio e seguir a pé até o local.

Outro trecho interditado foi no km 260,7 da BR-316, em Satuba, município da região metropolitana de Maceió. A rodovia foi totalmente bloqueada, às 10h, por famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Eles reivindicam o direito de acesso ao local onde a presidenta Dilma irá participar da solenidade de inauguração do empreendimento.

Desde às 06h desta sexta, guarnições da Policia Militar trabalham para restringir o tráfego de veículos na BR-424, rodovia de acesso ao local da solenidade, vistoriando automóveis e passageiros.

O clima é de tensão entre polícia e trabalhadores. "Vivemos numa democracia e temos o direito de nos manifestar, de forma pacífica. Atiraram bombas contra mães de família e a presidenta precisa saber disso", afirmou Carlos Lima, da Coordenação Pastoral da Terra (CPT), que também participa da mobilização, que, por sua vez, reúne ainda servidores públicos federais em greve. 


Carro é danificado durante confronto entre manifestantes e Polícia Militar 







Fonte: Gazetaweb


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