quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ligações em orelhões da Oi serão grátis em municípios alagoanos

Empresa não cumpriu todas as metas do plano de revitalização dos telefones públicos


A população de 94 municípios alagoanos poderá fazer ligações gratuitas nos orelhões da Oi, a partir de amanhã (30). A gratuidade será válida apenas para ligações locais, dentro da mesma cidade, para telefones fixos.
A empresa teve que liberar o uso gratuito em orelhões de 2.020 municípios por conta de irregularidades na oferta desses aparelhos.
Em 1.724 cidades, distribuídas pelos estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná e Sergipe, a gratuidade vai valer pelo menos até 30 de outubro. Nesses casos, a medida se deve a problemas de disponibilidade, ou seja, número alto de equipamentos que não estavam em funcionamento.
Para 742 municípios em 21 estados, o serviço será gratuito pelo menos até 31 de dezembro, motivado pelo não cumprimento pela Oi da meta de densidade determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de quatro aparelhos por mil habitantes por município. 446 municípios fazem parte de ambas as listas, por terem apresentado os dois problemas.
Maceió não está incluída por ter alcançado a meta.
A lista com os municípios onde os orelhões funcionarão gratuitamente está disponível no site da Anatel.
Sem cartão
O telefone deverá funcionar mesmo sem o uso de cartão. Caso os usuários coloquem o cartão em um aparelho incluído na medida, ele não deverá "queimar" créditos. A Oi terá que manter em seu site uma lista atualizada das cidades onde os orelhões farão ligações gratuitas.
Oi
De acordo com a Oi, o cronograma de realização das melhorias que foi prejudicado por questões alheias à vontade da companhia, "como o atraso na entrega de 135 000 equipamentos por parte de fornecedores nacionais e intempéries climáticas".

Fiscalização
No ano passado, a Anatel impôs às concessionárias de telefonia metas para melhoria do serviço de orelhões depois de identificar que, em alguns estados, menos da metade dos equipamentos estavam em funcionamento.
O problema, de acordo com a agência, se devia a vandalismo e também à incapacidade dos fornecedores de atenderem à demanda pelos telefones públicos – existem apenas dois fabricantes no país.
A meta estipulada pela Anatel foi de que as concessionárias chegassem a pelo menos 90% dos orelhões ativos até o meio de 2012.


Fonte: G1 / Primeira Edição

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