quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Vendas no varejo brasileiro surpreendem e sobem 1,5% em junho--IBGE

Ilustração / Internet

As vendas no varejo brasileiro surpreenderam ao registrar alta de 1,5 por cento em junho ante maio, muito acima da expectativa do mercado. Em relação ao mesmo período de 2011, a elevação ficou em 9,5 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
Analistas ouvidos pela Reuters previam que as vendas recuariam 0,3 por cento em junho sobre maio e cresceriam 6,5 por cento sobre um ano antes. As contas mensais variaram de queda de 0,90 por cento a alta de 0,75 por cento, enquanto que as anuais variaram de avanço de 5,50 a 8,70 por cento.
O desempenho de junho mostra que o principal motor da economia nos últimos trimestres voltou a mostrar força, já que em maio --quando comprado com o mês anterior--, as vendas haviam recuado 0,8 por cento.
Segundo o IBGE, todas as atividades pesquisadas tiveram resultados positivos em junho na comparação mensal, com exceção de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,9 por cento).
O grande destaque para junho ficou para Veículos e motos, partes e peças (16,4 por cento); Móveis e eletrodomésticos (5,3 por cento); e Livros, jornais, revistas e papelaria (4,3 por cento).
Na comparação anual, ainda segundo o IBGE, também houve contração nas vendas apenas para o segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,6 por cento). Na ponta oposta, vieram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (11,3 por cento); Móveis e eletrodomésticos (15,8 por cento); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (11,3 por cento).
O resultado no comércio varejista é um importante indicador da atividade econômica no país, cuja dificuldade em deslanchar é a grande preocupação do governo e principal fonte de pessimismo no mercado.
O IBGE ainda revisou os dados das venda de maio sobre igual período de 2011, passando de alta de 8,2 por cento para 8,3 por cento.




Fonte: Reuters Brasil

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