quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Escolas em São Miguel dos Campos recebem curso de prevenção às drogas

Psicólogos da Sepaz alertaram pais e mães sobre a
importância de falar sobre drogas com os filhos
 

Hélio Jatobá é um bairro conhecido em São Miguel dos Campos pelos altos índices de violência e tráfico de drogas. É neste bairro que fica localizada a Escola de Educação Infantil Ineide Nogueira, onde a equipe da Secretaria de Estado de Promoção da Paz (Sepaz) iniciou a capacitação para prevenção às drogas com os pais dos alunos nesta terça-feira (4). A mesma capacitação aconteceu na Escola Iramilton Leite, localizada no centro de São Miguel.

Capacitar os pais é a segunda etapa do projeto “Proteger Educando”, que é coordenado pela Superintendência de Políticas sobre Drogas da Sepaz. A primeira etapa foi realizada no início do ano letivo através de um curso com duração de dois dias, onde foi capacitada toda a equipe técnica da escola – professores, diretores, porteiros e merendeiras.

“Sempre pedimos que todos participem e não só os professores. Esse trabalho é feito porque, por exemplo, se o porteiro está bem preparado, ele já reconhece que o aluno está sob o efeito das drogas e já sabe para onde encaminhar. Nosso trabalho vai além da capacitação, queremos que a escola saia desse sentimento de que está só no combate às drogas, que tem parceiros e pode contar com a gente”, comenta a psicóloga da Sepaz, Joelma Nunes.

O trabalho do Proteger Educando é feito em escolas de ensino médio e fundamental, mas a escola de Educação Infantil Ineide Nogueira foi trabalhada como exceção por estar localizada em um bairro crítico e já contar com alguns casos de dependência química.

A maior incidência de casos na escola está na turma especial para alunos que possuem dificuldade de aprendizado, já que a faixa etária desses alunos é mais avançada (de 11 a 14 anos). A professora Sônia Maria dos Santos leciona em uma dessas turmas e afirma que há casos de alunos dependentes químicos na escola.

“O aluno que é usuário é bem mais difícil de educar, porque possui um comportamento diferente, é mais agressivo, não tem o apoio dos pais e é mais fechado para tudo. A maioria dos alunos dessa turma tem algum dependente na família, vez ou outra chegam falando ‘tia, mataram um’. Essas crianças geralmente só querem um apoio. São tímidas, não fazem amigos, não convivem em um bom meio social e acabam nas drogas”, explica a professora Sônia.

Já a professora Maria Cícera Bernardes trabalha com crianças de 8 a 11 anos e apesar de não ter tido alunos dependentes químicos, fala que a cultura das drogas é bastante forte entre os alunos. “Os meus alunos são muito crianças, não são usuários, mas fazem até cigarrinho de papel para fingir que estão fumando. Estou sempre alertando sobre os malefícios da droga e sempre converso com os pais a respeito”, finaliza.

O projeto Proteger Educando está presente em mais de 60 escolas nos municípios de Pilar, Campestre, Jundiá, Joaquim Gomes, São Miguel dos Campos, Igaci, Cajueiro e Maceió. Os cursos são trabalhados de forma teórica e prática.

“Ao trazer os pais dos alunos, trazemos as comunidades para as escolas. As pesquisas mostram que quando há essa interação o índice de desenvolvimento é maior. Nosso objetivo é construir um núcleo de combate às drogas nessas escolas para fortalecer ainda mais esse ambiente, que deveria ser de proteção”, comenta a diretora de prevenção da Sepaz, Claudia Regina.



Fonte: AL1

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