terça-feira, 11 de setembro de 2012

Lojistas se recusam a pagar taxas no novo Shopping Popular

Lojistas expõem mercadorias,
mas clientes não aparecem
 

Estabelecidos no Shopping Popular Nossa Senhora de Fátima há pouco mais de dois meses, lojistas reclamam de queda nas vendas e dizem que não vão pagar a taxa de permanência nos boxes, cobrada pela Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes).
Na manhã desta segunda-feira (10), os “ex-camelôs” apresentaram ao Tudo Na Hora uma fatura emitida pela Semtabes que apresentava o valor de R$ 199,50, referente à taxa de ocupação dos boxes no mês de agosto.  Sem ter como quitar a dívida, os lojistas não sabem o que fazer e temem pelo futuro.
“Essa cobrança é um absurdo. Estou há quatro semanas sem vender nada, como vou pagar isso? Não tenho nem para tirar o meu sustento. Os clientes não aparecem, não sei mais o que fazer”, disse Edvaldo Peixoto, que comercializa brinquedos e utensílios para o lar.
Considerando a taxa abusiva, o presidente da Associação dos Camelôs de Maceió, Rosivaldo Moura,  orientou os associados a não pagarem a dívida até que o valor cobrado seja reduzido em pelo menos 50%. “Quando viemos para cá, não fomos devidamente informados sobre a cobrança deste valor. Não temos condições de pagar isso. Orientei a todos a não pagarem. Vou procurar a Semtabes  para negociar a redução da taxa em pelo menos 50%, se não tiver êxito, vou ao gabinete da Prefeitura Municipal, e se a situação persistir, vamos entrar com ação na Justiça”, disse Rosivaldo Moura.
Os lojistas atribuíram a queda nas vendas à falta de divulgação por parte da prefeitura e à localização de alguns boxes, que ficam “escondidos” da clientela. “Quem fez este shopping errou. Os pontos que ficam na parte mais distante dos portões de entrada não são visíveis. Por isso ninguém vem pra cá. Só estamos tendo prejuízo. Meu faturamento no mês passado foi de apenas cem reais. Para quem já ganhou perto de mil reais, como eu, enquanto estive na rua, é uma queda gigantesca”, disse Moraes da Silva, que trabalha com bijuterias e vestuário há mais de 20 anos.
Apesar de ter sido contemplada com boxes, muita gente preferiu voltar às ruas para não deixar de faturar. Para passar pela fiscalização da Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU), os camelôs improvisaram telas, onde expõem o seu produto e circulam pelo Calçadão do Comércio sem estabelecer ponto fixo. “Se não pendurar as minhas mercadorias no braço e sair pelas ruas, vou passar fome”, diz Edvaldo Peixoto, que trabalha com brinquedos.
Semtabes diz que inadimplentes perderão boxes
O secretário-adjunto da Semtabes, Geraldo Câmara, informou que todos os lojistas do Shopping Popular foram devidamente informados sobre o valor da taxa e aqueles que ficarem inadimplentes por mais de três meses perderão os boxes.  “Todos sabiam desse valor. Além disso, eles gastavam muito mais na rua. Quem não pagar vai ter de devolver os boxes. Se não for assim, quem vai arcar com as despesas de iluminação, água, fiscalização e outras?”, argumentou Geraldo Câmara.
Segundo o secretário-adjunto, a Semtabes vai fazer um levantamento dos boxes que estão fechados e verificar os motivos. Caso não encontrem justificativas para o fechamento, os boxes fechados serão sorteados com outros camelôs. 


Fonte: Tudo na Hora

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