sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nordeste é a melhor região para os alérgicos respiratórios na Primavera


Conhecida pela beleza e ressurgimento de campos floridos, a Primavera, que chegou ao Hemisfério Sul no dia 23 de setembro, pode se tornar grande inimiga para os problemas respiratórios. A chegada de uma nova estação traz consigo a mudança do clima e as chances de essa alteração desencadear doenças, batizadas como ‘típicas de tal estação’, são realidade contestada.
Estados localizados em regiões de clima tropical, a exemplo de Alagoas, são adjetivados por médicos como perfeitos para curtir bem a estação, sem muitos danos à saúde. Sidney Souteban, alergologista do Hapvida Saúde, explica que pelo fato de o Nordeste ter mudanças climáticas tímidas, a manifestação de doenças é limitada. “Diferente do Sul do país, por exemplo, onde cada estação apresenta suas reais características, aqui a alteração é quase imperceptível. Só sabemos que a Primavera chegou porque diminuíram as chuvas”, conta.
As principais doenças que surgem com a estação das flores são relacionadas a alergias respiratórias. Isto ocorre devido aos pólens e gramas que proliferam e se soltam, causando a irritação. “Os que têm árvore respiratória sensível começam a sentir logo a alergia por meio de rinite ou asma”, diz o doutor. Como no Nordeste há pouco cultivo de grandes jardins, a interferência no organismo humano diminui bastante.
Embora haja limitação das chances, é importante prevenir, para não correr o risco de contrair doenças. Já que não é possível controlar o ambiente externo, o cuidado deve ser redobrado em casa e no trabalho. O alergologista indica que o paciente se afaste de irritantes e produtos que possuam ácaro, como perfumes e poeira. O ventilador deve ser aposentado, dando abertura ao ar-condicionado, que deve ter manutenção periódica.
“A exposição ao sol também é preocupante. O paciente deve se lembrar de sempre passar protetor solar e ter cuidado com a exposição excessiva. Usar roupas leves e passar hidratante no corpo é uma boa pedida”, adverte Sidney, aconselhando também a ingestão de água. “No mínimo, aqueles dois litros ou oito copos por dia”.
Os sintomas comuns das alergias respiratórias são espirros, coriza, congestão nasal e coceira no nariz, além do cansaço, chiado no peito e da tosse seca. Sidney indica que os pacientes procurem o acompanhamento de um especialista para traçar o plano de tratamento, que é específico para cada caso. Ele completa alertando para a automedicação. “Nunca é legal”, pontua o médico.


Fonte: Primeira Edição

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