segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Médicos decidem nesta quinta se vão suspender atendimento a planos em Alagoas

Em 7 estados, suspensão do atendimento atingirá todas as empresas; em Alagoas, categoria discute assunto nesta quinta



Médicos de todo o Brasil vão suspender a prestação de serviços aos planos de saúde por até 15 dias neste mês de outubro. Em Alagoas, a categoria decide na noite desta segunda-feira (08) se vai aderir à mobilização e quais planos serão atingidos, segundo informou a assessoria de comunicação do Conselho Regional de Medicina.
Nos estados onde houver adesão, os atos públicos começam no próximo dia 10 e as consultas médicas podem ser interrompidas até o dia 25 ou, até por tempo indeterminado, dependendo da estratégia de cada estado. Nesse período, o atendimento de urgências e emergências será mantido.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina, em sete estados a suspensão do atendimento atingirá todas as empresas de saúde suplementar. Em outros oito, a mobilização afetará consultas e procedimentos a planos selecionados localmente. Sete estados irão realizar assembleias até o dia 10 de outubro para definir períodos e planos atingidos. Outras cinco unidades da federação decidiram apoiar a manifestação com atos públicos, mas sem paralisação.
Confira aqui a movimentação nos estados.

Honorários
O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso, afirma que a saúde suplementar brasileira vive hoje um momento de falta de credibilidade. Cita recente pesquisa Datafolha/APM, em que 15% dos entrevistados (1,5 milhão de pessoas) afirmam ter recorrido ao Sistema Único de Saúde (SUS) em média 2,6 vezes e 9% (950 mil usuários) ao atendimento particular em média duas vezes, nos últimos 24 meses.
"Há grande insatisfação de pacientes usuários do sistema, assim como de médicos prestadores dos serviços, conforme revelam inúmeras pesquisas de opinião e as reclamações de usuários nos órgãos de defesa do consumidor. Não é possível manter qualidade nos serviços com o atual aviltamento dos honorários médicos pagos".

Outras reivindicações 
Além de reajuste nos honorários, os médicos pedem o fim da interferência antiética das operadoras na relação médico-paciente. Também reivindicam a inserção, nos contratos, de índices e periodicidade de reajustes - por meio da negociação coletiva pelas entidades médicas - e a fixação de outros critérios de contratualização.
Consultas remarcadas
De acordo com as lideranças do movimento, os pacientes não serão prejudicados com a mobilização dos médicos. As consultas serão remarcadas posteriormente e não haverá paralisação nos atendimentos de casos de emergência.


Fonte: Primeira Edição

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